10 Coisas Que Games De 2011 me Ensinaram

Em diversas ocasiões ouvi que videogames são hobbies infantis ou uma total perda de tempo.

Ouvi também que joga-los demais nos torna agressivos - como se filmes, músicas e até mesmo livros também não mostrassem tal violência, algumas vezes chegando a níveis extremos. Além disso, jogar demais pode nos deixar morbidamente obesos e/ou anti-sociais.

Essas almas ignorantes se dão ao trabalho de nos dizer que não podemos aprender absolutamente nada de videogames, ou ao menos, não o bastante para faze-los algo mais do que perder lindas tardes de sol. Esse artigo foi escrito para provar que tais argumentos, no mínimo esc****, serão aniquilados por uma lista de dez coisas que os videogames podem ensinar, e mais do que isso, coisas que professor algum pode ensinar. Então fo**** você e suas tardes ensolaradas, aqui está o que videogames me ensinaram:



NÃO TRAGA UMA ARMA DE CALIBRE PESADO, TRAGA UMA LANTERNA!


Ou as lanternas de Battlefield 3 são insanamente superpoderosas, ou cada soldado do game lida com sérios problemas de fotosensibilidade. Digo isso, pois como um pálido gamer que passou grande parte da vida enclausurado em casa, fechado no escuro, jogando videgame e assistindo uma quantidade obscena de filmes e séries, também tenho certa sensibilidade à luz. Mas, porra!, lanternas não são tão

filhadaputamente
luminosas durante o dia! Se eu posso cegar tão facilmente meus inimigos, por que eu precisaria de uma arma, mais pesada e em diversos casos difícil de manusear, ou mesmo de encontrar munição, se eu posso andar até eles enquanto eles se recuperam da cegueira momentânea e vencê-los, levando-os à morte, com coronhadas de minha poderosa lanterna?

NÃO CONSIGO VER P#$&@ NENHUMA!!!!!!!!!!!


NÃO TRAGA UMA LANTERNA SUPERPODEROSA, TRAGA UM CONSOLO!


Quer saber o que é tão efetivo quanto uma lanterna superpoderosa? Que tal um grande e grosso pênis roxo? Em Saints Row: The Third essa pode ser uma de suas principais armas de combate, assumindo que você quer parecer impressionante e trazê-la com você onde quer que vá. O que realmente torna este o melhor é o pavor que o "mastro violeta latejante da morte" desencadeia em qualquer valentão que não vê-lo chegando, ou, mais provavelmente, vê-lo chegando. Quer uma visão mais atordoante do que a visão de uma mulher armada com um consolo gigante vestida em couro e correndo em sua direção a toda velocidade? É melhor sair do caminho.


WTF?!? O.o




DRAGÕES SÃO IDIOTAS!


Eu amo dragões! Quer dizer, eu sou um Geek, então eu, praticamente, preciso ama-los, ou pelo menos gostar. Acho que faz parte daqueles "contratos" que você precisa assinar para ser parte de um grupo geek. Skyrim é um puta jogo, e quem não jogou ainda, não perca mais tempo, jogue. Porém, uma coisa que o game ensina - não que seja tão fácil basear minha vida inteira de RPG em um simples jogo - é que dragões são completos idiotas.

Estava eu no meio de uma quest ou conversando alegremente com um dos milhares de personagens secundários, e logo ouvi o rosnar de um dragão vagando pelas proximidades, prestes a iniciar a carnificina, vomitando fogo/gelo/o que quer que saisse de sua boca fedorenta, agindo como um maldito imbecil, e então eu era forçado a largar tudo que estava fazendo para chutar sua bunda. Pra que fazer isso, parceiro?

MORRE, DIABO!


EU NUNCA SEREI O BATMAN!


Muitas crianças querem ser astronautas, cowboys, ou fazer algo doido como criar videogames (como se fosse tão fácil assim). Eu me lembro que, quando muito novo, eu queria ser super-herói. O Batman, por exemplo. Se eu tivesse nutrido esse desejo até os dias atuais, teria desistido ao jogar Arkham City. Foi nesse game que percebi o quanto pode ser desgastante ter a miríade de responsabilidades do homem-morcego.

O número absurdo de aparelhos que o Cavaleiro das Trevas tem à sua disposição é assustador, mas é minha incapacidade de me concentrar em qualquer coisa de uma vez que seria, inevitavelmente, o fim da minha vida. Eu me distraio facilmente. Não seria justo com a pessoa que estivesse sendo espancada em um beco se eu parasse no meio do caminho para disparar meu gancho, visando prendê-lo na borda de um telhado, para então saltar do "céu" fazendo sons indiscutivelmente comparáveis aos gritos de uma menina de 12 anos em um show do Justin Bieber.

Aguenta mais um pouco! Deixa eu só me preparar que já chego aí. ;*

EU SOU UM COMPLETO IDIOTA!


Joguei Portal 2 com três pessoas diferentes, para poder pensar que minha terceira jogada seria mais fácil, uma vez que eu já sabia o caminho através das salas. Ledo engano. Acho que logo que resolvo um puzzle minha mente dá um SHIFT+DEL e manda a solução para a lixeira, definitivamente. Por um lado significa que posso jogar Portal 2 e continuar aproveitando como se fosse minha primeira experiência; por outro, provavelmente significa que pelo menos metade de meu cérebro é um pudim de mingau cinzento em decomposição. Vai esquecer as coisas assim na casa do c@$&%@#!

Hãannn... Pra onde vamos mesmo?


NEM TODO JOGO PODE FAZER TERROR!


Há algum tempo atrás eu estava ansioso por diversos títulos de terror. Enquanto eu ainda gosto da idéia de Mirror's Edge, por exemplo, depois de Red Faction: Armageddon eu aprendi algo importante: embora possa soar bem no papel - como, digamos, misturar a destruição desenfreada de Red Faction: Guerilla com os alienígenas assustadores de Dead Space cobertos de lâminas que querem te rasgar em mil pedaços - nem sempre funciona. Armageddon foi um fracasso tão grande, mas tão grande, que a THQ não vai se arriscar a uma sequência. Nem espere.

Dead Space? Não diga blasfêmias, menino! Humpf...


ESTOU PREPARADO PARA OS ZUMBIS!


Se e quando os mortos começarem a andar sobre a Terra, apesar de minha profunda sabedoria sobre os melhores lugares para se esconder dos zumbis e as mais eficientes táticas para derrotá-los, eu sempre temi o elemento físico obrigatório ao sobreviver em um mundo homem-come-homem. Digo isso porque a única atividade física que faço é academia. Malhar e ter o corpo legal não significa que eu consigo nocautear um ser humano - vivo ou morto-vivo. Eu estaria ferrado! Nunca briguei na vida, isso se formos descartar os vários cascudos que dei em meu irmão mais novo. Pra mim, eu estaria bem seguro sobre o telhado, algumas árvores ou outro lugar bem alto. Estar cercado por mortos-vivos sedentos por minha carne e depender unicamente de minhas habilidades em auto-defesa seria frustrante. O que eu não sabia, até jogar Dead Island, era o quanto eu estava preparado para o apocalipse zumbi - até mais do que pensava.

Em Dead Island, mesmo que você esteja à beira da morte diante de uma horda de zumbis, tudo que você precisa é de algumas goladas em uma bebida energética e um lanchinho. Segundos depois você estará pronto para o segundo round. A beleza disso é que as pessoas já vivem desse monte de porcarias, como bebidas ou barras energéticas. Ou seja: assim que a merda bater no ventilador, tudo que você precisa é encher a mochila de montes de açúcar e um facão com uma bateria de carro colada e TCHARAN!, vá ferrar alguns zumbis sem medo de ser feliz.

Venham, seus fedidos!


CENTOPÉIAS ALIENÍGENAS GIGANTES SÃO ATERRORIZANTES!


Odeio tudo que tenha mais de quatro pernas. Normalmente me sinto desconfortável perto de coisas com seis, oito pernas. Elas precisam ser mortas imediatamente, e minha única defesa contra elas é sair correndo gritando e mijando na calça até que eu me sinta seguro e longe o suficiente. Essa confissão é apenas para explicar a onda de terror que me abateu quando encontrei meu primeiro Serapede em Gears of War 3.

Quando mais jovem, eu costumava visitar a família de meu tio, que moravam em um sítio. Era muito bom e eu fui uma criança feliz. Brincava com meus primos de aventureiros, traçavamos trilhas, corriamos atrás de galinhas (outras criaturas que me amedrontam demais, mas essa é outra história); até que, um belo dia, estávamos sob uma árvore jogando conversa fora quando senti coisas caindo sobre mim. Achei que fossem apenas folhas, até sentir as pequeninas patinhas deslizando por meu pescoço, meus braços, pernas. Nem preciso dizer que quase entrei em choque quando percebi que, na verdade, eram mandruvas, uma espécie de taturanas que queimam a pele. Minha vontade foi de correr para dentro de casa e montar uma barricada contra os pequenos monstrinhos. Nunca mais me senti confiante o suficiente em passar sob árvores novamente.

Então não tenha dúvida: centopéias são assustadoras, mas Serapedes podem te fazer cag*** de medo sem que você perceba.

RUN, BITCH! RUUUUNNN!


ÀS VEZES, ATIRAR EM BEBÊS É PRECISO!


Eu joguei Dead Space 2 perto de um não-gamer, e há uma parte em particular no jogo que é muito divertida de se jogar enquanto uma pessoa que não entende de jogos te assiste. Dica: da próxima vez que estiver na casa de seus avós, se faça um favor e peça para que eles te vejam jogar. Então, por favor, carregue a parte em que Isaac tem que atravessar a Escola, e assim que você começar a matar os recém-nascidos e crianças Necromorphs, faça-o com gosto. Mas faça com MUITO gosto. De vez em quando, eu quero que olhe para seus rostos que, sem dúvida, estarão exibindo um olhar de puro horror, enquanto vêem seu netinho querido se divertindo ao fazer coisas inomináveis.Quando eles recuperarem a capacidade de desviar o olhar pra longe dos horrores na tela, quero que se certifique de deixar seus olhos selvagens e destituídos de qualquer emoção. Há uma grande chance de que você seja retirado da frente do videogame pelos cabelos, mas garanto que valerá a pena.

Nana, nenê, que a Cuca vem pegar...


AS PESSOAS AINDA GOSTAM DE DUKE NUKEM!


Antes do jogo sair, uma pequena parte de mim entendia porque os fãs da série estavam tão esperançosos. Quero dizer, ele tinha 15 anos e estava nas mãos muito capazes de Gearbox Software. Porém, há algo que aprendi naquele dia.

O que aprendi foi que, mesmo quando um game transforma o estupro em uma piada, é obviamente ruim com evidentes problemas de controle, gráficos horríveis que doem à vista, e um personagem principal obviamente psicopata, algumas pessoas ainda estão dispostos a defendê-lo. Então, para todos os que tinham grandes esperanças eu acho seguro dizer que é um monte fumegante de mer**. Particularmente, aprendi que Duke Nukem tem alguns fãs realmente hardcore. Aprendi também a não falar publicamente mal do Duke se não quiser receber um email cheio de ameaças de morte na caixa de entrada.

Olhem, crianças! Estupro é legal. - não/


E você? Aprendeu algo dos videogames lançados em 2011? Compartilhe sua sabedoria deixando um comentário.

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