Depois do Fim do Mundo - Uma divertida webserie brasileira apocalíptica com zumbis!

A criatividade anda em alta. Se não pelos figurões de Hollywood, que teimam em refazer obras do passado, tornando-as remakes descartáveis, são mostradas por atuais anônimos que correm grande risco de brilhar no futuro. Digo isso pois, em apenas 12 minutos, um simples trabalho de conclusão de curso conseguiu atrair atenção de inúmeros websurfers.

O sucesso foi tanto que seu criador, Flávio R. Moura, está arrecadando verbas para seguir com o projeto em forma de webserie. Quem quiser ajudar, basta acessar http://catarse.me/pt/projects/271-depois-do-fim-do-mundo-parte-2

Ora! Quem vai dar dinheiro a algo que não conhece? Pois bem... Vamos às apresentações.


O curta se inicia com vozes (dubladas profissionalmente por Affonso Amajones e Nelson Machado, esse último tendo emprestado também sua voz para o Kiko, do "Chaves") discutindo sobre a importância de mulheres em um filme. Uma típica conversa entre machistas que idealizam a mulher como um objeto que motiva os homens, e que não tem serventia alguma além do "básico". Percebe-se, nas falas de Kroax, o carona, que essa visão é mais acentuada do que o motorista, o Escocês. Isso tudo em OFF, pois só podemos ver uma imensidão de areia através do parabrisa.

O jipe estaciona diante de um grande rochedo e nossos "heróis" são apresentados. O Escocês um real escocês, com cara de Chuck Norris e sainha, e Kroax, o machista mor. Imagina-se um cara brucutu (Brucutus são outro assunto discutido pela dupla), enorme, algo como um bárbaro. A surpresa vem quando o pequeno alienígena aparece, lembrando muito o et "Paul", do filme homônimo.

Aguardando a hora certa para o que quer que seja, continuam o debate, sentados na traseira do veículo, sobre clones e zumbis, da forma mais didática possível. Enumeram três tipos principais de zumbis - os que voltam da morte, os "macumbados", e os criados a partir de experimentos -, enquanto algo se move sob uma lona, em meio a instrumentos de trabalho. Imagina-se um zumbi ali embaixo, afinal o clima da história leva a crer nisso. É quando aparece Frank (dublado por Mauro Castro).

Frank é, nas palavras de Kroax, um "gordão". É acinzentado, está em decomposição, porém fala e parece bem vivo. Não vivo como um morto-vivo, mas vivo. Estranho, não? Divertido demais, garanto!

A mando de sua família, Frank foi sentenciado à morte, e cabe aos mercenários Escocês e Kroax trazer-lhe o então descanso final. O modo como Escocês trata seu trabalho, enquanto fuma e joga golfe, é deveras engraçado. Impossível não esboçar um sorriso, nem que pela surrealidade do curta. Apesar de ser um desenho, a tensão enquanto Frank aguarda seu fim é latente. A conclusão dispensa comentários. Muito boa.

Vale a pena assistir Depois do Fim do Mundo. É um trabalho consistente, diferente e que merece destaque. Palmas para Flávio R. Moura e duvido que ele não tenha conseguido a nota máxima na conclusão do curso. Se não, vai conseguir muito mais a partir dessa obra, que mostra que no Brasil existem pessoas com potencial , talento e, mais do que tudo, vontade de fazer.



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