Entrevista para o Criando Testrálios

Entrevista concedida ao Cristiano Rosa na época do lançamento de Terra Morta: Fuga, e publicada no Criando Testrálios.


Nome completo: Tiago Toy

Idade: 20 e bem poucos

Formação: Interpretação, Designer Gráfico, Social Media. Já fiz de tudo nessa vida.

Cidade/Estado: Nascido em Jaboticabal/SP, há 3 anos morando em São Paulo.


1 – Desde que idade você tem o hábito da leitura?
Desde que abri os olhos. Brincadeira, mas não muita. Lembro que, desde muito pequeno, os melhores presentes que eu poderia ganhar eram gibis. Tenho uma lembrança de minha mãe chegando em casa com um grande envelope pardo, contendo uns dez. Luluzinha, Bolinha, Mônica, Pica-Pau. Nunca fui rico, então esse era um luxo, mas minha mãe sabia que eu ficaria feliz, então fazia um esforço. Lembro também dela me fazendo prometer estudar pra ganhar um presente. Descobri que o tal presente era um gibi do Street Fighter e que estava escondido em seu criado-mudo. A ansiedade em ganhar de fato a HQ e fingir que não sabia sobre ele quase me matou.

Ingressei no mundo dos livros na escola, quando a professora indicou a série Vaga-Lume. Adorava aquilo. Li cada um deles, no mínimo, três vezes. Em vez de ir comer, passava a hora do recreio na biblioteca. Sempre trazia um livro na mochila, o que se tornou um vício. Leio até no banho (rótulos dos shampoos). Alguns livros que marcaram minha infância: “A Montanha Encantada” (Maria José Dupré), “Brincadeira Mortal” (Pedro Bandeira) e “O Mistério da Cidade-Fantasma” (Marçal Aquino).


2 – Por que você gosta de ler literatura de fantasia?
Se eu quiser ler sobre a realidade, eu leio o jornal. É tão melhor ler sobre uma batalha épica com milhões de mortes, ou um apocalipse zumbi mundial, e saber que, após fechar o livro, tudo voltará ao normal, do que ler sobre as gangues espancando inocentes na Av. Paulista ou atentados terroristas em locais públicos e saber que, assim que botar os pés pra fora de casa, pode acontecer o mesmo comigo.

Ler ficção é uma falsa sensação de perigo. É aquela adrenalina gostosa que sentimos ao nos imaginarmos em um local desconhecido, com criaturas à espreita, prestes a pular das sombras. Pelo contrário, ler sobre a realidade é uma falsa sensação de segurança. Fica claro qual a melhor opção, né?


3 – Quais são as suas 3 sagas fantásticas literárias preferidas e por quê?
Harry Potter, sem dúvida, é uma delas. J. K. Rowling consegue prender a atenção do leitor de uma maneira que, quando você percebe, já devorou o livro todo. Sem falar no universo maravilhoso que ela criou. A outra é Senhor dos Anéis. Foi ótimo descobrir a Terra Média de um jeito não mostrado nos filmes. Sem desmerecer os longas, que foram ótimos, mas ler o SdA é uma experiência única. Não me vem outra saga à cabeça, então vou citar algo que se aproxima bastante. Os livros de Dan Brown. Anjos & Demônios é meu preferido. A narrativa utilizada por Brown me ajudou bastante a moldar meus rabiscos, ou tecladas, como preferir.


4 – Em sua opinião, o que essa literatura acrescenta a você e aos seus leitores?
Sempre absorvo algo, seja técnica de escrita, vocabulário, o que funciona ou não no papel, ou apenas diversão. Sou fã de carteirinha de zumbis, sejam mortos-vivos ou infectados, por isso escolhi o tema para minha estreia. Se me perguntar o motivo, não saberei responder com clareza. Talvez por vermos pessoas normais em situações limite, mostrando o que elas realmente são, ou apenas para vê-las estourando uns miolos. Não sei, mas é divertido. Por qual outro propósito fazer algo que não seja pela diversão?
Assim como eu gosto, sei que meus leitores também, pois, como bom fã de histórias de zumbis, escrevo o que me agrada e, consequentemente, os agrado. Caso contrário, não seriam tantos.


5 – O que você faz para divulgar e incentivar a leitura de livros fantásticos?
Não sou um divulgador apenas de literatura. Gosto de indicar tudo relacionado a fantasia, ficção e entretenimento que seja bom. Livros, gibis, filmes, games. O Facebook tem se tornado um forte aliado. Também sou colaborador do site Nós Geeks, onde busco sempre escrever coisas interessantes, sejam notícias ou mesmo artigos escritos por mim. Quem quiser conferir, pode acessar aqui.


6 – Que publicações você já tem?
Meu livro de estreia é Terra Morta – Fuga.


7 – Quais são os seus projetos atuais?
Estou trabalhando no segundo livro da saga Terra Morta (que está praticamente pronto) e pesquisando para o terceiro. Há também a HQ Terra Morta, que contará uma história paralela à trama principal. Além disso, estou recebendo e analisando contos baseados no universo Terra Morta, para uma coletânea ainda sem nome definido, que podemos chamar provisoriamente de “Terra Morta – Relatos de Sobreviventes”, ou algo assim. São contos escritos por autores convidados e leitores que estão se arriscando no desenvolvimento de contos. Recebi bastante coisa legal, e ainda dá tempo pra quem quiser enviar seu conto. Para participar, basta conhecer Terra Morta e ver as regras aqui. Estou com outros livros em fase inicial arquivados no notebook, um de terror psicológico e outro de fantasia, mas por enquanto meu foco é Terra Morta.

Tenho também dois contos que logo sairão em duas coletâneas: o conto “Inácia”, para a “Fragmentos do Inferno”, organizada pelo Rober Pinheiro, e “Heroína”, para uma coletânea organizada pelo Eric Novello.


8 – Uma mensagem aos leitores do blog CT:
Antes que os zumbis invadam o Brasil, garantam uma chance de sobreviver. Para isso, comprem o livro Terra Morta – Fuga. Depois não adianta pedir pra entrar no meu grupo de sobreviventes que eu não vou deixar. Não reclamem enquanto um zumbi faminto estiver comendo seu braço ou outra parte mais “delicada”.

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