Jaboticabal - Uma cidade nada fictícia

 Post originalmente publicado em 12/01/2010 no blog http://terra-morta-extras.blogspot.com/


Muitos dos que acompanham Terra MorTa provavelmente nunca ouviram falar de Jaboticabal, a cidade onde se dá o "início" da história. Com pouco mais de 75 mil habitantes, fica no interior de São Paulo, próxima a Ribeirão Preto, há aproximadamente 350km da capital paulista.

Tem como fonte de renda a cana (acharam que fosse as jaboticabas, né?) e não possui muitos atrativos turísticos. É boa pra quem gosta de descansar, que foge da vida agitada da capital - o que não é o meu caso.

Bom, vocês não devem estar muito afim de aulas de história agora, certo? O propósito desse Extra é mostrar alguns dos cenários que me inspiraram na criação de TM. Apareceram ao longo da história, mais precisamente no início e nos costumeiros flashbacks.

Essa é a rua por onde o Tiago desce correndo ao fugir do açougue, duas quadras acima, perseguido pelos infectados. A sombra da árvore que aparece é a mesma que ele escala pra escapar.

"Correndo pela rua afora, vou desviando de carros batidos, corpos em decomposição nas sarjetas, lixo por todos os lados, enquanto ouço gritos ferozes e passos rápidos atrás de mim. Jaboticabal, cidade no interior de São Paulo, está completamente tomada pela morte. Os mais de setenta mil habitantes foram esquecidos pelo resto do mundo. Cada uma das ruas está manchada com pelo menos uma poça de sangue. Não se vê mais pássaros no céu. Os animais fugiram antes de serem devorados. Instinto humano é uma merda.
Mantenho o pique, correndo sem vacilar, me concentrando nas árvores do parque lateral do Ginásio de Esportes. Corro e, a cada esquina que venço, mais gritos se somam aos anteriores. Até chego a gargalhar num certo momento, um gargalhar alto, descontrolado. Mas não perco o fôlego. Faltando poucos metros até minha meta, respiro fundo, mantenho o foco... E subo, utilizando o wall run, apenas com um impulso do pé direito contra a madeira.
Em questão de um segundo, estou em cima da árvore. Grande, antiga, com as raízes grossas e apodrecidas. Galhos se quebram e caem sobre o grande grupo de canibais que se aglomera ao redor. Permanecem grunhindo e apontando suas mãos assassinas em minha direção. Alguns tentam se apoiar mais acima, mas a coordenação é prejudicada pelo desespero em me alcançar. Minha sorte."

A árvore em vista panorâmica.


Mais próxima. Podem notar que as mesmas raízes que descrevi no capítulo 1 existem e saem mesmo da terra.



Essa é a fachada do Ginásio de Esportes, onde Tiago abre o portão e vê o infectado do outro lado da rua...
"Sem fazer barulho, entro e o encosto. Mal canto vitória, vejo que um deles estava na varanda de uma casa bem em frente ao portão, do outro lado da rua e, que por acaso, me viu. Porra! Como corre o danado."

Entra no local e, onde aparece a porta marrom, há duas escadas laterais que dão acesso as arquibancadas. Não consegui entrar pra tirar fotos do interior pois era domingo e o Ginásio estava fechado. Bem que eu tentei arrombar, mas...

Esse é o corredor onde o Tiago corre, fugindo do infectado, indo parar no banheiro, onde conhece a Dani.

Na parte laranja, do lado de dentro onde a grade sobe, ficam os vestiários, que serviram de refúgio pra Daniela e onde os dois passaram a penúltima noite em Jaboticabal.

Essa é a rua por onde os dois fogem após escapar do ônibus. Leva ao centro da cidade. É uma das duas ruas principais de Jaboticabal (chamada de Jabuka por seus habitantes. Que meigo...).

Essa é a rua de baixo do Ginásio. Quando Tiago está sobre a árvore e vê a caminhonete surgindo do nada, perseguida por infectados, a mesma sai da esquina adiante e segue em direção ao centro da cidade.

Essa é a "loja de armas" onde Dani e Tiago quase são atacados pelo refugiado. A loja vende mais varas de pesca do que armas, mas como eu podia - e precisava - ser criativo...

Do outro lado da rua fica a sorveteria, que é quando Tiago lembra de sua mãe. Aquela praça adiante é a mesma onde o cara abrigado na loja de armas foi atacado.

Finalmente o cenário favorito da maioria dos leitores. O supermercado. Quando voltei a minha cidade havia se tornado Carrefour, mas na época que escrevi, não era. Se me lembro bem, era Gimenes o nome do dito cujo. Não mudou muita coisa, além das cores (bregas!).

O estacionamento onde Daniela guia o carro fugindo dos canibais.

A prateleira onde Daniela sobe pra fugir dos infectados. Na parte de cima, podem ver que há mesmo como retirar algumas partes do teto, onde Tiago ficou de cabeça pra baixo pra ajudar a garota.

A padaria, onde Tiago arremessa Daniela, de bunda na mesa de pães. Eu até tentei entrar no corredor onde Tiago é perseguido, mas o segurança não deixou. Humpf...

Aqui é onde o Tiago desce uma rua, mais uma vez perseguido pelos infectados, bate o pé na grade e cai no riacho... É uma altura bem considerável, diga-se de passagem.

Levantando, corre em direção à parte mais escura...

E encontra o carro com a infectada presa pelo cinto de segurança. É bem próximo ao que eu descrevi em TM.

Essa é a igreja, Paróquia de São Benedito, onde o velho Moisés perdeu a esposa. Fica na quadra ao lado do supermercado.



 
Esse é o Prédio dos Padres, onde fica a rádio da cidade, e onde Tiago se abrigou em um de seus flashbacks. Ao lado da recepção fica o elevador. Virando à esquerda, há as escadas com o piso superior, por onde ele pulou por aquela grade mais acima e chegou ao elevador, conhecendo Luciano. Luciano é um amigo de verdade que trabalhava de verdade nesse mesmo prédio como porteiro. A Tuca é a faxineira do prédio, a Cida trabalha em um dos escritórios e o Padre Milton é quem administra o prédio. Foram, digamos, homenageados.





E essa delegacia? Vocês verão no próximo capítulo.

Tentei tirar foto do bairro onde me inspirei pra criar o capítulo do Amarelo, mas meu irmão tem "treta" com eles, e ele estava comigo nesse dia. Se aparecesse lá, ia sair tiro.

Tirei fotos do castelo "assombrado", mas ficaram salvas no celular do meu irmão. Vou ver se ele me manda e posto aqui. Pra vocês verem que o castelo existe!

Espero que tenham gostado desse Extra. Mesmo em família, descansando, e longe das pressões da Capital, lembrei de vocês. Quero só ver alguém dizer o contrário...

Até o fim do mês, com o capítulo 21.

3 mordidas:

P.C. Carlos disse...

Muitu Bunitu #Xuxa Verde Feelings

4 de julho de 2011 23:44
Vicky Doretto disse...

rs, eu passei uma vez em Jaboticabal... passei nessa igreja aí (:
rs Bjão =^.^=

9 de julho de 2011 00:15
Tiago Toy disse...

Estava pensando...
Que tal uma Convenção Nacional de Zumbis em Jaboticabal, em busca do infectado zero? :P

29 de outubro de 2011 19:27

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